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“Falo do amor de forma mística, sei o preço. (…) Sou muito inteligente, muito exigente e muito engenhosa para alguém ser capaz de se encarregar completamente de mim. Ninguém me conhece nem me ama completamente. Só tenho a mim” (S. de Beauvoir).

“Isso responde à pergunta que a atormentava: meu amor, você não é ‘uma coisa em minha vida’ – nem mesmo a mais importante -, porque minha vida já não me pertence, porque (…) você é sempre eu” (Sartre).

Em meio a processos, recursos e exames finais eu tento levar adiante esse meu (pequeno) projeto literário, pelo qual eu sinto muito carinho e levo comigo uma grande culpa pela falta de tempo de concluir as minhas leituras e rechear este blog mais rapidamente.

Hoje eu finalizei a leitura de “Tête-à-tête”, livro que mostra, com intimidade, a relação que existiu entre Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Já tinha dito aqui que eu gosto muito de biografias, mas devo dizer que esta foi a que eu mais gostei de ler. Sentia muito por não estar lendo o livro quando estava ocupada com outras questões, até mesmo quando estava dirigindo! rs.

Hazel Rowley demonstrou muito cuidado na sua pesquisa para a confecção do livro: apesar de não ter sido uma das testemunhas oculares da relação Beauvoir-Sartre, ela conseguiu obter todas as informações necessárias para encantar o leitor com o seu livro (apesar de ter ouvido que o texto parecia uma tese de mestrado, eu adorei a forma de escrita dela…).

No livro nós podemos perceber a beleza e a lealdade da relação dos dois escritores, tanto entre si como com os outros amores de sua vida, os seus filhos adotivos, as causas que abraçaram – e ainda ficamos com muita vontade de devorar os livros deles, no meu caso, especialmente, os de Beauvoir.

Apesar de algumas desavenças e outros atritos do chamado “Grupo Sartreano” não são páreo para destruir a imagem que eu tinha deles; muito pelo contrário, se solidificou em mim uma representação linda deles dois, da França, dos livros, dos intelectuais, dos movimentos socias que antigamente davam sentido à sociedade.

Bom demais, lindo demais, ótimo!

O livro é encontrado nas livrarias pelo preço médio de R$ 70.

Aos que ainda vêm ao blog e ficam desapontados com a quantidade escassa de posts e a ausência de novidades, devo explicações e desculpas.

Para quem ainda não sabe, seja por não me conhecer, seja por não acompanhar o twitter, eu estou na reta final da faculdade de direito e, por conseguinte, na reta final, também, da segunda fase do exame da OAB.

Tentei conciliar a leitura dos meus livrinhos amados com a dos livros técnicos mas não consegui, porque ainda tenho que conciliar este último com a faculdade, escritório e um pouquinho de lazer, já que ninguém é de ferro.

Contudo, a notícia que trago é boa: a prova que vou fazer já é no domingo que vem, 25, e depois disso, estarei inteiramente livre para voltar às minhas leituras e tudo o mais!

Assim, agradeço a compreensão e as visitas ao blog e aos comentários deixados aqui, gosto muito de receber este “carinho” nesta situação delicada na qual me encontro! Só eu sei o quanto estou sofrendo de saudade dos meus livrinhos… :|

Seguindo a linha “cenas dos próximos posts“, eu deixo aqui o que lerei após “Ensaio sobre a lucidez”:

- “Tête-à-tête”, de Hazel Rowley;

- “Walden ou A vida nos bosques”, de Henry David Thoreau; e

- “A volta para casa”, de Bernhard Schlink.

Eu descobri este autor em um blog de culinária no qual a autora, Fabrícia, é, pelo que percebi, grande estusiasta da obra do moçambicano: na maioria (se não for em todas) das fotos postadas há uma legenda com frase de Mia Couto.

Fui me interessando e busquei a sua obra. Comecei pelo seu mais recente trabalho; que ele, inclusive, veio lançar na FLIP.

Bem, o que eu preciso dizer inicialmente que eu adoro textos metafóricos, frases com muitas imagens e idiossincrasias. E Mia Couto escreve exatamente assim: o seu livro é posia em forma de prosa, como podemos observar das duas frases que mais me chamaram a atenção: “O silêncio é música em estado de gravidez” ou “Sentir raiva é outra forma de chorar”.

Suas personagens são muito bem construídas e a história é contada por Mwanito (personagem principal cujas sensibilidade e delicadeza me lembraram muito um amigo meu), que conta a história da sua infância à fase adulta e é conhecido – ou rotulado – como “afinador de silêncios”.

A história contada é dividida em três livros: A humanidade; A visita; e Revelações e Regressos.

Basicamente, o livro conta a história de um pai (Mateus Ventura/Silvestre Vitalício) que, após a morte de sua esposa, Dordalma, vai-se embora do mundo levando seus dois filhos (Olindo Ventura/Ntunzi e Mwanito), um ajudante (Ernestinho Sobra/Zacarias Kalash) e, ocasionalmente, o seu cunhado (Orlando Macara e Tio Madrinho/Tio Aproximado) em direção ao interior do país no intuito de esquecer do mundo e de ser esquecido por ele – tanto que rebatizou todas as pessoas, à exceção de Mwanito, que foi para Jerusalém, o novo planeta deles, bem pequeno.

A trama só demonstra, em dois momentos, que se passa no período contemporâneo: a inscrição das palavras “internet” e “telemóvel” (o livro é vendido no Brasil com a língua portuguesa original, como nos livros de Saramago). Acaso não tivessem sido escritas, poderíamos ter certeza de que a história não é datada, completamente atemporal.

Após a morte de Dordalma, nenhuma das personagens se despediu da defunta, não passaram pelo saudável período de luto: segundo Mia Couto em entrevistas pré-FLIP, isto é caracterizador do seu povo, tendo em vista que faz-se a opção (em todos os aspectos) de voltar ao passado para curar feridas, ou simplesmente fingir que estas não existem.

O livro é de uma sensibilidade perturbadora e é muito bem escrito: eu amo ainda Mwanito, e apesar de ter odiado por grande parte do livro o seu pai e ter querido matá-lo diversas vezes, eu não consegui me separar do livro.

Indico a leitura àqueles que gostam de textos metafóricos e têm amor às temáticas melancólicas e lindas, como eu.

Mia CoutoO livro é encontrado nas livrarias por R$ 42.

{Obrigada, Gaby, pelo livro! Eu amei meu presente de aniversário!}

Ao me verem com o livro de Somerset Maugham na mão, duas de minhas tias começaram a falar de um outro livro do mesmo autor, “O fio da navalha” e também a comentar sobre um dos filmes que originou-se de “O véu pintado” (até agora foram 2 filmes), que aqui no Brasil ganhou o infame nome de “O despertar de uma paixão”.

Então, comecei a pesquisar sobre ele e a sua maneira de escrever e, como me é peculiar, fui rememorando o filme e pensando: “ah, mas é apenas mais um romance, uma história de amor, é melhor não criar expectativas” e inventei de criar a expectativa de não criar expectativa.

Só que, mais uma vez, eu me enganei (esta deve ser a frase mais escrita deste blog!). Encontrei no autor aquilo que pode se aproximar do narrador perfeito: nem lacônico como Bernhard Schlink, nem excessivamente prolixo como J. R. R. Tolkien.

Assim, mesmo que eu não tivesse visto “O despertar da paixão” eu iriaa ser transportada para o magnífico e misterioso interior da China nos anos de 1920; ou saberia como era a princesa manchu; ou como era apresentada a cólera àquela época.

Talvez, até, eu esteja fazendo uma injustiça com o livro: pensando bem, as imagens do filme não são tão bem feitas como no livro porque há carência de detalhes.

O livro conta a seguinte situação: uma mulher, Kitty, se casa rápida a e convenientemente com Walter, bacteriologista que trabalha para o governo inglês na China. Entediada com o casamento, tem um caso extraconjugal e o marido, ao descobrir, vinga-se voluntariando-se para trabalhar numa vila no interior da China em que acontece um surto de cólera.

Acredito que se trata, na verdade, muito mais de uma jornada de autoconhecimento de uma mulher do que a história de um casal, a distância que pode haver entre eles ou a falta de amor dos dois.

Acredito que o livro não é atual, mas pode tornar-se se o leitor transpuser as barreiras de padrões e comportamentos sociais para situar apenas os sentimentos das personagens à nossa época.

O véu pintado O livro é encontrado nas livrarias pelo preço médio de R$ 35.

Dos escritores que eu tenho lido e buscado com freqüência, Bernhard Schlink é, com certeza, o que eu mais adoro e venero.

Ele sabe usar as palavras corretas e precisas, escreve diretamente e não tenta ludibriar o leitor com palavras rebuscadas para encher o texto.

Sinto um pouco falta de alguma descrição mais detalhada, mas isso ele deixa para quem está com o livro na mão: percebi que para Schlink, o que importa mesmo são as coisas não ditas. E é exatamente assim que ele me deixa: vazia, sem palavras, com pensamentos inconstantes e confusos. E eu adoro!

Devoro sempre os livros dele e foi engraçado dessa vez que a lentidão em que li “O hobbit” foi inversamente proporcional à velocidade qual eu li “O outro”: apenas duas horas! Rs

Assim como em “O leitor”, ele vai direto ao ponto em “O outro”: trata-se da história de um viúvo e conta a maneira como ele encontrou para exorcizar as lembranças ruins de sua mulher e manter as lembranças que ele queria dela,  que foi morta pelo câncer.

É um livro lindo, que sensibiliza um austero funcionário de um ministério alemão e que se vê perdido, após a aposentadoria, depois que perde a mulher e não tem mais como ocupar o seu tempo, até que ele vê, em sua caixa de correio, uma correspondência endereçada à sua falecida mulher.

Bengt fica intrigado em como deixou passar, sem nada perceber, a possível traição de sua mulher e busca, incessantemente respostas a fim de não macular a imagem divinal que possuía de Lisa.

Nessa sua pesquisa, ele descobre, então, uma mulher que não conhecia, uma pessoa possuidora de alegria contagiante e que ele, reconhece, não percebeu nos anos de casamento… E fica tão curioso sobre o que vai descobrindo que resolve ir em busca d’O outro.

Este livro foi transformado em filme em 2008 e, estranhamente, ainda não chegou no Brasil. Tem Antonio Banderas, Laura Linney e Liam Neeson.

O outro O livro é encontrado facilmente nas livrarias pelo valor médio de R$ 17.

Quando eu comecei a ler “O hobbit” eu estava tomada por grande ansiedade e entusiamo tendo em vista o presente que ganhei dos amigos do escritório e que provocou uma intensa maratona com o meu melhor amigo (que é expert no assunto): o box da trilogia d”O senhor dos anéis”!

Aventuras fantásticas e repletas de alegorias sempre me encantaram e acreditava que esta seria mais uma chance de verificar, nas entrelinhas, tópicos divinos e histórias intrincadamente alegóricas, apesar de Tolkien não assumir que a sua trilogia continha claras interpretações alegórico-teológicas.

Eu, no entanto, me enganei e, por ter criado muita expectativa quanto a isto, me frustei.

Não é que eu não tenha gostado do livro – eu adorei! -, mas como é dada uma grande ênfase às aventuras que os anões e Bilbo Bolseiro passam, eu me cansei um pouco.

É que a história se passa na terra média, anos antes da história que a maioria das pessoas conhece: nos é apresentado como é que Bilbo adquiriu o anel e, antes dele, Smeagol. Vemos também que Gandalf já esperava grandes coisas dele e, como sempre, os anões são seres mesquinhos e mãos-de-vaca; a única coisa que eu estranhei foram os elfos, que são rudes e ignorantes neste livro, diferentes da descrição que eu sempre conheci (e prefiro manter). A leitura, ainda, permite que a gente rememore grandes ensinamentos sobre lealdade, amizade e fidelidade.

Recomendo a todos que busquem uma leitura agradável e repleta de (boas) aventuras e, porque não, explicações para os principais livros de Tolkien.

O livro está em fase de transposição para o cinema, pelas mãos de Guilhermo Del Toro – acredito que boas coisas virão.

O hobbit O livro é facilmente encontrado nas livrarias e o seu preço médio é R$ 50.

“Esta noite papai ficou sentado comigo. Trouxe o acordeão cá pra baixo e se sentou perto de onde o Max costumava sentar. (…) O acordeão respira. (…) Às vezes acho que meu pai é um acordeão. Quando ele olha para mim, sorri e respira, eu escuto as notas”.

A cada livro que leio, filme que vejo ou música que escuto eu me convenço um pouco mais do quanto eu estou certa: de fato, beleza e tristeza são amigas bem próximas, loucas para se fundir numa só, de tanto que se gostam.

Devo confessar que quando foi lançado esse livro eu não quis nem chegar perto, mesmo tendo ouvido ótimas opiniões sobre ele (Sol!): lista de best sellers geralmente me enojam e me afastam destes livros. Maaas, como foi um dos meus presentes de aniversário… Ah, como me arrependo de não ter lido antes!

Primeiro de tudo, ignore, como foco principal, que esta é uma história que se passa no período da Segunda Guerra Mundial.

A narradora é a Morte, e ela narra de uma maneira muito peculiar (eu nunca tinha visto isto num livro): ela vai adiantando a história, tem pressa que o leitor saiba logo do que vai acontecer.

Ainda sobre o primeiro foco do livro: a menina Liesel é tão bem construída por Marcus Zusak que vai ser disputada à tapas pelas melhores atrizes (espero que alemãs, e não americanas). As mudanças que acontecem com ela ora são bruscas, ora são sutis e é impossível não se apaixonar por ela nem pelo seu modo de pensar e de ver a vida.

Existem, ainda, as personagens secundárias, que ajudam muito a compor essa delicada história: o pai de olhos prateados, a mãe de corpo de guarda-roupa, Rudy de cabelos cor de limão, Max de cabelos de plumas, as inúmeras Fraus da Rua Himmel e, claro, o Fürher plantador de árvores de símbolos e sementes de palavras, e aqueles que colheram os frutos disso.

A história começa com o encontro da Morte (a narradora!) com Liesel quando o seu irmão morre. Ela estava sendo levada para adoção e conheceu, então a Rua Himmel, os seus moradores, desenvolveu dons, viveu aventuras infantis, aprendeu a ler, dominou as palavras, apreciou música, levou gritos e mais gritos, correu, se apaixonou, escondeu o “inimigo”, sofreu e fez o melhor sabia: encantou o leitor.

Acredito que este livro é leitura obrigatória e não mudaria uma vírgula sequer dele.

Mal posso esperar pelo filme.

a menina O livro é encontrado facilmente e o seu preço médio é de R$ 15.

Me foi deveras penoso terminar este livro. Primeiro, porque eu já sabia a sua história e as sensações que ela provoca; segundo, porque não me apeteceu, mesmo, a história de Santiago; terceiro, porque eu ganhei muitos livros de aniversário e estou ansiosa para ler todos eles!

Apesar da emoção do resgate do peixe gigantesco (qualquer semelhança com “Peixe Grande” não é mera coincidência), achei o texto arrastado e a sensação maior que provocou em mim foi tédio.

Acredito que a gente tem fases que coincidem com a leitura do livro e pode ser que em 2, 5 ou 10 anos eu volte a le-lo e me sinta completamente diferente e arranque de mim muito mais coisa do que foi capaz de fazer desta vez, mas, realmente, agora não deu.

Geralmente eu não insisto tanto em um livro e deixo ele de lado rapidamente se não a história não me prende, portanto, desta vez me surpreendi: fui além dos meus limites e li mais do que nunca um livro que eu não gostei de cara.

Fico devendo desta vez para poder me dedicar melhor na escrita das sensações de outro livro e não cometer nenhuma injustiça com E. Hemingway.

Está sendo extremamente dificultoso conseguir traduzir as minhas sensações deste livro: primeiro porque são muitos detalhes que compõem a história; segundo porque foram muitas, muitas sensações!

Eu ri, me indignei, chorei, me emocionei, me identifiquei com a história contada no livro. Aliás, a história não: as histórias.

Resumidamente, foram escritas histórias de 1791, 1941 e dos anos 2000. Foram, incontáveis as personagens, mas, as principais foram 4 (de 1971), 3 (de 1941) e 3 (dos anos 2000).

Não existe nenhuma parte mais intressante que a outra, assim como não há nenhuma personagem melhor que outra, apesar, é claro, do leitor desenvolver a sua predileção.

O livro nasceu da necessidade de Jonathan (ou Jon-fen, rs) percorrer o caminho trilhado pela sua família na Ucrânia, até chegar o momento que ela se transforma em refugiada da II Guerra Mundial.

Para isso, ele contrata uma agência de turismo especializada em trazer os judeus que querem conhecer as suas origens ucranianas. É aí que ele conhecer Alex (ou Sasha) e o seu avô, também Alex.

A história da família de Jonathan começa com Brod, a mãe da mãe da mãe de sua tataravó. Ela perdeu a sua família e teve que recomeçar tudo quando foi adotada por Yankel. Por motivos não explícitos no livro (ou seja, cabem diversas interpretações), ela era uma pessoa incapaz de amar e isso se tornava uma forma de amor, que guiou a sua vida e que transformou todo o shtetl.

A segunda parte da história é a vida na Ucrânia do avô de Jonathan: ele conta os seus amores, descobre coisas na viagem e, especialmente, conhece o seu avô, que ele não teve oportunidade de fazer quando este era vivo. Apesar disso, eles são muito conectados.

A terceira parte do livro que diz respeito ao Jonathan é aviagem à Ucrânia propriamente dita (só que contada por Alexander Perchov, o Alex ou Sasha).

No que concerne Alex-avô, eu acho que ele foi a personagem que eu mais gostei. Ele inicia no livro de forma silenciosa e você acha que até vai odiar ele, que é preconceituoso e grosseiro. No fim das contas, percebe-se, que ele está apenas cheio de defesas e escudos, assim como o seu neto, Alex.

Ambos vão se desarmando no decorrer da história, cada um desamarrando um nó que fazia o entrave entre a verdade e o relacionamento deles dois e de cada um com o resto do mundo.

As vivências dos dois e entre os dois vão se explicando e amolecendo, e o leitor passa a se afetuar aos dois, aprendendo com eles e se previnindo, para não criar uma casca grosseira e impenetrável como ambos possuíam antes da viagem com Jonathan.

Sem dúvida, esse é um dos melhores livros que já li. Lindo, lindo, lindo.

O livro transformou-se em filme pelas mãos de Liev Schreiber e teve Elijah Wood e Eugene Hutz (do Gogol Bordelo) no elenco.

tudoseilumina O livro é encontrado facilmente e o seu preço médio é de R$ 55.

{Post especialmente dedicado aos meus pais}

Eu gosto bastante de biografias (especialmente as autobiografias). Acho que, mesmo sendo escondidos alguns fatos mais obscuros da vida da personagem, são sempre ótimas oportunidades de aprender a partir da experiência do outro.

E com o livro de Corinne não poderia ser diferente.

A autora é uma empresária de sucesso da Suíça que conta, no livro, a história que viveu durante, aproximandamente, cinco anos no Quênia. Sinceramente, não sei se teria a mesma força e desenvoltura que ela teve no período descrito no livro!

Entre o final da década de 80 e o início da década de 90 ela viveu numa tribo Massai, ultrapassando as barreiras da língua, da (falta de) alimentação, da cultura e da tolerância para vivenciar um amor impressionante…

Ela conta, de uma forma leve e muito real, tudo o que passou ao lado de Lketinga, o guerreiro que a fez mudar de vida e possibilitou que ela vivenciasse uma experiência única, completamente inigualável.

É uma leitura branda e, ao mesmo tempo densa e enriquecedora, que toca profundamente todos que leem (virou best seller na minha família!) e inspira grande força e determinação.

Foi transformado em filme (fraquinho) e tem Nina Ross e Jacky Ido como Corinne e Lketing.

a massai branca Não se encontra o livro tão facilmente, mas ele é vendido pelo preço médio de R$ 50.

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