Feeds:
Posts
Comentários

Archive for julho \10\UTC 2009

“Esta noite papai ficou sentado comigo. Trouxe o acordeão cá pra baixo e se sentou perto de onde o Max costumava sentar. (…) O acordeão respira. (…) Às vezes acho que meu pai é um acordeão. Quando ele olha para mim, sorri e respira, eu escuto as notas”.

A cada livro que leio, filme que vejo ou música que escuto eu me convenço um pouco mais do quanto eu estou certa: de fato, beleza e tristeza são amigas bem próximas, loucas para se fundir numa só, de tanto que se gostam.

Devo confessar que quando foi lançado esse livro eu não quis nem chegar perto, mesmo tendo ouvido ótimas opiniões sobre ele (Sol!): lista de best sellers geralmente me enojam e me afastam destes livros. Maaas, como foi um dos meus presentes de aniversário… Ah, como me arrependo de não ter lido antes!

Primeiro de tudo, ignore, como foco principal, que esta é uma história que se passa no período da Segunda Guerra Mundial.

A narradora é a Morte, e ela narra de uma maneira muito peculiar (eu nunca tinha visto isto num livro): ela vai adiantando a história, tem pressa que o leitor saiba logo do que vai acontecer.

Ainda sobre o primeiro foco do livro: a menina Liesel é tão bem construída por Marcus Zusak que vai ser disputada à tapas pelas melhores atrizes (espero que alemãs, e não americanas). As mudanças que acontecem com ela ora são bruscas, ora são sutis e é impossível não se apaixonar por ela nem pelo seu modo de pensar e de ver a vida.

Existem, ainda, as personagens secundárias, que ajudam muito a compor essa delicada história: o pai de olhos prateados, a mãe de corpo de guarda-roupa, Rudy de cabelos cor de limão, Max de cabelos de plumas, as inúmeras Fraus da Rua Himmel e, claro, o Fürher plantador de árvores de símbolos e sementes de palavras, e aqueles que colheram os frutos disso.

A história começa com o encontro da Morte (a narradora!) com Liesel quando o seu irmão morre. Ela estava sendo levada para adoção e conheceu, então a Rua Himmel, os seus moradores, desenvolveu dons, viveu aventuras infantis, aprendeu a ler, dominou as palavras, apreciou música, levou gritos e mais gritos, correu, se apaixonou, escondeu o “inimigo”, sofreu e fez o melhor sabia: encantou o leitor.

Acredito que este livro é leitura obrigatória e não mudaria uma vírgula sequer dele.

Mal posso esperar pelo filme.

O livro é encontrado facilmente e o seu preço médio é de R$ 15.

Anúncios

Read Full Post »