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Archive for agosto \27\UTC 2009

{Obrigada, Gaby, pelo livro! Eu amei meu presente de aniversário!}

Ao me verem com o livro de Somerset Maugham na mão, duas de minhas tias começaram a falar de um outro livro do mesmo autor, “O fio da navalha” e também a comentar sobre um dos filmes que originou-se de “O véu pintado” (até agora foram 2 filmes), que aqui no Brasil ganhou o infame nome de “O despertar de uma paixão”.

Então, comecei a pesquisar sobre ele e a sua maneira de escrever e, como me é peculiar, fui rememorando o filme e pensando: “ah, mas é apenas mais um romance, uma história de amor, é melhor não criar expectativas” e inventei de criar a expectativa de não criar expectativa.

Só que, mais uma vez, eu me enganei (esta deve ser a frase mais escrita deste blog!). Encontrei no autor aquilo que pode se aproximar do narrador perfeito: nem lacônico como Bernhard Schlink, nem excessivamente prolixo como J. R. R. Tolkien.

Assim, mesmo que eu não tivesse visto “O despertar da paixão” eu iriaa ser transportada para o magnífico e misterioso interior da China nos anos de 1920; ou saberia como era a princesa manchu; ou como era apresentada a cólera àquela época.

Talvez, até, eu esteja fazendo uma injustiça com o livro: pensando bem, as imagens do filme não são tão bem feitas como no livro porque há carência de detalhes.

O livro conta a seguinte situação: uma mulher, Kitty, se casa rápida a e convenientemente com Walter, bacteriologista que trabalha para o governo inglês na China. Entediada com o casamento, tem um caso extraconjugal e o marido, ao descobrir, vinga-se voluntariando-se para trabalhar numa vila no interior da China em que acontece um surto de cólera.

Acredito que se trata, na verdade, muito mais de uma jornada de autoconhecimento de uma mulher do que a história de um casal, a distância que pode haver entre eles ou a falta de amor dos dois.

Acredito que o livro não é atual, mas pode tornar-se se o leitor transpuser as barreiras de padrões e comportamentos sociais para situar apenas os sentimentos das personagens à nossa época.

O livro é encontrado nas livrarias pelo preço médio de R$ 35.

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Dos escritores que eu tenho lido e buscado com freqüência, Bernhard Schlink é, com certeza, o que eu mais adoro e venero.

Ele sabe usar as palavras corretas e precisas, escreve diretamente e não tenta ludibriar o leitor com palavras rebuscadas para encher o texto.

Sinto um pouco falta de alguma descrição mais detalhada, mas isso ele deixa para quem está com o livro na mão: percebi que para Schlink, o que importa mesmo são as coisas não ditas. E é exatamente assim que ele me deixa: vazia, sem palavras, com pensamentos inconstantes e confusos. E eu adoro!

Devoro sempre os livros dele e foi engraçado dessa vez que a lentidão em que li “O hobbit” foi inversamente proporcional à velocidade qual eu li “O outro”: apenas duas horas! Rs

Assim como em “O leitor”, ele vai direto ao ponto em “O outro”: trata-se da história de um viúvo e conta a maneira como ele encontrou para exorcizar as lembranças ruins de sua mulher e manter as lembranças que ele queria dela,  que foi morta pelo câncer.

É um livro lindo, que sensibiliza um austero funcionário de um ministério alemão e que se vê perdido, após a aposentadoria, depois que perde a mulher e não tem mais como ocupar o seu tempo, até que ele vê, em sua caixa de correio, uma correspondência endereçada à sua falecida mulher.

Bengt fica intrigado em como deixou passar, sem nada perceber, a possível traição de sua mulher e busca, incessantemente respostas a fim de não macular a imagem divinal que possuía de Lisa.

Nessa sua pesquisa, ele descobre, então, uma mulher que não conhecia, uma pessoa possuidora de alegria contagiante e que ele, reconhece, não percebeu nos anos de casamento… E fica tão curioso sobre o que vai descobrindo que resolve ir em busca d’O outro.

Este livro foi transformado em filme em 2008 e, estranhamente, ainda não chegou no Brasil. Tem Antonio Banderas, Laura Linney e Liam Neeson.

O livro é encontrado facilmente nas livrarias pelo valor médio de R$ 17.

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Quando eu comecei a ler “O hobbit” eu estava tomada por grande ansiedade e entusiamo tendo em vista o presente que ganhei dos amigos do escritório e que provocou uma intensa maratona com o meu melhor amigo (que é expert no assunto): o box da trilogia d”O senhor dos anéis”!

Aventuras fantásticas e repletas de alegorias sempre me encantaram e acreditava que esta seria mais uma chance de verificar, nas entrelinhas, tópicos divinos e histórias intrincadamente alegóricas, apesar de Tolkien não assumir que a sua trilogia continha claras interpretações alegórico-teológicas.

Eu, no entanto, me enganei e, por ter criado muita expectativa quanto a isto, me frustei.

Não é que eu não tenha gostado do livro – eu adorei! -, mas como é dada uma grande ênfase às aventuras que os anões e Bilbo Bolseiro passam, eu me cansei um pouco.

É que a história se passa na terra média, anos antes da história que a maioria das pessoas conhece: nos é apresentado como é que Bilbo adquiriu o anel e, antes dele, Smeagol. Vemos também que Gandalf já esperava grandes coisas dele e, como sempre, os anões são seres mesquinhos e mãos-de-vaca; a única coisa que eu estranhei foram os elfos, que são rudes e ignorantes neste livro, diferentes da descrição que eu sempre conheci (e prefiro manter). A leitura, ainda, permite que a gente rememore grandes ensinamentos sobre lealdade, amizade e fidelidade.

Recomendo a todos que busquem uma leitura agradável e repleta de (boas) aventuras e, porque não, explicações para os principais livros de Tolkien.

O livro está em fase de transposição para o cinema, pelas mãos de Guilhermo Del Toro – acredito que boas coisas virão.

O livro é facilmente encontrado nas livrarias e o seu preço médio é R$ 50.

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