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Posts Tagged ‘biografia’

Gente querida,

Como muitos já sabem, eu me formo amanhã.

Não farei solenidade pomposa nem entrarei ao som de Cidade Negra no palco, mas seria muito legal se todos vocês pudessem dividir comigo este momento muito importante de minha vida, que já vai chegando em ótima hora e com muita perspectiva e esperança de crescimento pessoal e profissional.

Eu amadureci e aprendi muito durante estes seis longos anos e cada um que está recebendo este e-mail-convite (perdão àqueles que receberão dobrado, eu não sabia pra qual e-mail enviar) fizeram ou fazem parte disso e são muito importantes para mim.

De fato, eu não imaginava que estaria comemorando da maneira como estou este cumprimento de etapa nem pensei que poderia estar já começando a pensar no próximo ciclo de minha vida tão rapidamente assim, mas sou muito grata por tudo que aconteceu e tem acontecido.

De qualquer forma, tenho muito a agradecer aos meus amigos do De Rosa, que muito me ajudaram a crescer (obrigada pelos puxões de orelha e pelos elogios!) e escolher uma trilha profissional a seguir e me mostraram que eu posso trabalhar e ter amigos no mesmo lugar (é extremamente prazeroso acordar durante a semana); aos meus pais, em conjunto, pelo apoio, suporte, ajuda e carinho sempre; ao meu pai, por me ajudar a me apaixonar pelo direito me mostrando a sua paixão pela profissão (não chore ainda, haha); a minha mãe, que sempre me ensinou a força das mulheres Cunha para resolver os problemas; aos meus irmãos, que até quando brigamos me mostram que a gente se ama pra sempre; ao Leleo, por estar sempre presente, amoroso, me fazendo rir e acreditando em mim, até mesmo nos momentos das minhas maiores crises nas quais nem eu me dava crédito (foi assim com o estágio, com o escritório, com a OAB, etc., etc., etc.); à minha família, em especial aos Siris, por serem companheiros e engraçados, pelas brigas cômicas, pelas fofocadas e pelas programações, almoços, planejamentos, natais e tudo mais que me remeta a muitos dos dias mais alegres que tenho lembrança; à família de Lelo, pela agradável e inesquecível acolhida, me fazendo me sentir realmente uma de vocês, abraçando as particularidades de cada um, e me dando a sensação de que posso dizer que a família é minha também; às minhas amigas do Vieira, que desde pequenas sempre estiveram ao meu lado, mesmo quando não puderam estar ombro a ombro comigo, sempre me oferecendo o carinho que todo mundo deveria receber; aos meus amigos da vida toda, que estiveram comigo até quando eu não imaginava que precisava, me fazendo rir e me auxiliando a encontrar caminhos alternativos para a resolução dos problemas que eu trazia (Dima, Gaby e Naty, especialmente vocês!). A todos vocês, o meu mais sincero e eterno agradecimento.

Lembro que a festa verdadeira será apenas quando a bendita reforma de lá de casa acabar, mas a solenidade simplinha será amanhã, no campus da Federação da UCSal, a partir das 19:00hrs. Vou ficar muito feliz em ver quem puder ir amanhã!

Obrigada por tudo! Um beijo e até amanhã,

Marianna/Mari/Nanna.

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“Falo do amor de forma mística, sei o preço. (…) Sou muito inteligente, muito exigente e muito engenhosa para alguém ser capaz de se encarregar completamente de mim. Ninguém me conhece nem me ama completamente. Só tenho a mim” (S. de Beauvoir).

“Isso responde à pergunta que a atormentava: meu amor, você não é ‘uma coisa em minha vida’ – nem mesmo a mais importante -, porque minha vida já não me pertence, porque (…) você é sempre eu” (Sartre).

Em meio a processos, recursos e exames finais eu tento levar adiante esse meu (pequeno) projeto literário, pelo qual eu sinto muito carinho e levo comigo uma grande culpa pela falta de tempo de concluir as minhas leituras e rechear este blog mais rapidamente.

Hoje eu finalizei a leitura de “Tête-à-tête”, livro que mostra, com intimidade, a relação que existiu entre Simone de Beauvoir e Jean-Paul Sartre. Já tinha dito aqui que eu gosto muito de biografias, mas devo dizer que esta foi a que eu mais gostei de ler. Sentia muito por não estar lendo o livro quando estava ocupada com outras questões, até mesmo quando estava dirigindo! rs.

Hazel Rowley demonstrou muito cuidado na sua pesquisa para a confecção do livro: apesar de não ter sido uma das testemunhas oculares da relação Beauvoir-Sartre, ela conseguiu obter todas as informações necessárias para encantar o leitor com o seu livro (apesar de ter ouvido que o texto parecia uma tese de mestrado, eu adorei a forma de escrita dela…).

No livro nós podemos perceber a beleza e a lealdade da relação dos dois escritores, tanto entre si como com os outros amores de sua vida, os seus filhos adotivos, as causas que abraçaram – e ainda ficamos com muita vontade de devorar os livros deles, no meu caso, especialmente, os de Beauvoir.

Apesar de algumas desavenças e outros atritos do chamado “Grupo Sartreano” não são páreo para destruir a imagem que eu tinha deles; muito pelo contrário, se solidificou em mim uma representação linda deles dois, da França, dos livros, dos intelectuais, dos movimentos socias que antigamente davam sentido à sociedade.

Bom demais, lindo demais, ótimo!

O livro é encontrado nas livrarias pelo preço médio de R$ 70.

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Está sendo extremamente dificultoso conseguir traduzir as minhas sensações deste livro: primeiro porque são muitos detalhes que compõem a história; segundo porque foram muitas, muitas sensações!

Eu ri, me indignei, chorei, me emocionei, me identifiquei com a história contada no livro. Aliás, a história não: as histórias.

Resumidamente, foram escritas histórias de 1791, 1941 e dos anos 2000. Foram, incontáveis as personagens, mas, as principais foram 4 (de 1971), 3 (de 1941) e 3 (dos anos 2000).

Não existe nenhuma parte mais intressante que a outra, assim como não há nenhuma personagem melhor que outra, apesar, é claro, do leitor desenvolver a sua predileção.

O livro nasceu da necessidade de Jonathan (ou Jon-fen, rs) percorrer o caminho trilhado pela sua família na Ucrânia, até chegar o momento que ela se transforma em refugiada da II Guerra Mundial.

Para isso, ele contrata uma agência de turismo especializada em trazer os judeus que querem conhecer as suas origens ucranianas. É aí que ele conhecer Alex (ou Sasha) e o seu avô, também Alex.

A história da família de Jonathan começa com Brod, a mãe da mãe da mãe de sua tataravó. Ela perdeu a sua família e teve que recomeçar tudo quando foi adotada por Yankel. Por motivos não explícitos no livro (ou seja, cabem diversas interpretações), ela era uma pessoa incapaz de amar e isso se tornava uma forma de amor, que guiou a sua vida e que transformou todo o shtetl.

A segunda parte da história é a vida na Ucrânia do avô de Jonathan: ele conta os seus amores, descobre coisas na viagem e, especialmente, conhece o seu avô, que ele não teve oportunidade de fazer quando este era vivo. Apesar disso, eles são muito conectados.

A terceira parte do livro que diz respeito ao Jonathan é aviagem à Ucrânia propriamente dita (só que contada por Alexander Perchov, o Alex ou Sasha).

No que concerne Alex-avô, eu acho que ele foi a personagem que eu mais gostei. Ele inicia no livro de forma silenciosa e você acha que até vai odiar ele, que é preconceituoso e grosseiro. No fim das contas, percebe-se, que ele está apenas cheio de defesas e escudos, assim como o seu neto, Alex.

Ambos vão se desarmando no decorrer da história, cada um desamarrando um nó que fazia o entrave entre a verdade e o relacionamento deles dois e de cada um com o resto do mundo.

As vivências dos dois e entre os dois vão se explicando e amolecendo, e o leitor passa a se afetuar aos dois, aprendendo com eles e se previnindo, para não criar uma casca grosseira e impenetrável como ambos possuíam antes da viagem com Jonathan.

Sem dúvida, esse é um dos melhores livros que já li. Lindo, lindo, lindo.

O livro transformou-se em filme pelas mãos de Liev Schreiber e teve Elijah Wood e Eugene Hutz (do Gogol Bordelo) no elenco.

O livro é encontrado facilmente e o seu preço médio é de R$ 55.

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{Post especialmente dedicado aos meus pais}

Eu gosto bastante de biografias (especialmente as autobiografias). Acho que, mesmo sendo escondidos alguns fatos mais obscuros da vida da personagem, são sempre ótimas oportunidades de aprender a partir da experiência do outro.

E com o livro de Corinne não poderia ser diferente.

A autora é uma empresária de sucesso da Suíça que conta, no livro, a história que viveu durante, aproximandamente, cinco anos no Quênia. Sinceramente, não sei se teria a mesma força e desenvoltura que ela teve no período descrito no livro!

Entre o final da década de 80 e o início da década de 90 ela viveu numa tribo Massai, ultrapassando as barreiras da língua, da (falta de) alimentação, da cultura e da tolerância para vivenciar um amor impressionante…

Ela conta, de uma forma leve e muito real, tudo o que passou ao lado de Lketinga, o guerreiro que a fez mudar de vida e possibilitou que ela vivenciasse uma experiência única, completamente inigualável.

É uma leitura branda e, ao mesmo tempo densa e enriquecedora, que toca profundamente todos que leem (virou best seller na minha família!) e inspira grande força e determinação.

Foi transformado em filme (fraquinho) e tem Nina Ross e Jacky Ido como Corinne e Lketing.

Não se encontra o livro tão facilmente, mas ele é vendido pelo preço médio de R$ 50.

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